domingo, 21 de agosto de 2016

20ª. FEIRA DO CAVALO DE ESTOI




sexta-feira, 19 de agosto de 2016

AS ABARCAS


(António Tomé, (José Luís!?..), Silvério, José Borges, José Manuel Ameixeira e José Tomé (em cima camisa xadrez) e outros que não conseguimos identificar...)


… À memória chegam-nos imagens imemoriais de amigos Estoienses, que o passar dos anos não apaga de nossas memórias colectivas!

Chegam-nos da mais tradicional e consensual romaria dos “afectos”, da alegria, da amizade, do companheirismo, da igualdade entre pessoas e sexos, a Festa da Pinha, que em 2 de Maio de cada ano refulge imparável em Estoi.

Alguns, os seus detratores, os “Velhos do Restelo” da desgraça, do imobilismo, catalogam-na, hoje em dia, como a “Festa dos bêbados”(!), tão só e apenas porque uma minoria das centenas e centenas dos seus participantes, se escondem na bebida, procurando nesse dia, recalcar as suas feridas e frustrações de todo um ano mal vivido.

Jamais desistiremos de defender, escrupulosamente, os nobres princípios dos “almocreves” ou “romeiros”, que nesse dia exaltamos e trazemos à ribalta.

Estoi, a nossa aldeia, merece que assim seja e continue fiel à nobre tradição de receber e saber receber, quem nela se incorpora ou a visita.

A tradição das “abarcas”, assim como que uma réplica da luta greco-romana, em que dois homens debruçados sobre si, agarrando-se nos ombros e braços, lutavam, respeitosamente e com desportivismo, por deitar o parceiro ao chão.
Quem assim o fazia, era de imediato considerado vencedor e após breve descanso, iria lutar com outro parceiro, cioso de o destronar e assim por diante.

Era tradicional no dia 2 de Maio, na Festa da Pinha de Estoi, no recinto arenoso, ou terreiro do Ludo, logo após o almoço dos “almocreves”, uma grande roda de “abarquejadores” e mirones, ali se juntar, num abraço fraterno à procura da exaltação vitoriosa do maior valentão desse ano, quase sempre premiado com uma simbólica taça, ou medalha alusiva, pela Organização da Festa.

Corria por aí os anos de 1950 / 51, quando um dos mais carismáticos “abarquejadores” da Pinha surgiu em força. Seu nome, o inesquecível e felizmente ainda vivo e de boa saúde e memória, Zé Tomé. Sim, o tal do Café Ossónoba de Estoi, o do sorriso e riso inimitável, onde assistimos, altas horas da madrugada, à chegada do homem à Lua, acompanhados por incrédulos Estoienses, que jogando ao dominó ou ao “Embido”, riam com os “filmes que os americanos inventavam para deitar poeira para os nossos olhos”, não ligando patavina ao que a televisão, cheia de interferências e a preto e branco, esbugalhava os olhos meio sonolentos de alguns jovens estudantes estupefactos com tamanha façanha!

Esse mesmo Zé Tomé, que nos oferecia uma garrafa de litro de leite da Ucal, sempre que vindos da Alameda de Faro, cilindrávamos as demais Equipas de futebol de salão, onde fomos campeões distritais, representando as cores da nossa Casa do Povo, a mais antiga das 36 Casas do Povo do Algarve, (azul grenat e encarnado), a tal Equipa da “alfarroba” como éramos catalogados e com muito orgulho nosso, vencedores…

Pois por esse ano, o bom do Zé Tomé, que pela primeira vez foi à Pinha, acompanhado pelo seu irmão mais velho, António Tomé, na foto sobre os ombros de outro “almocreve” (José Luís!?..), bela estampa de homem, teria 20, 21 anos de idade, com camisa aos quadrados, vendo-se ainda o conhecido Silvério, (Contínuo no Clube Estoiense), o José Borges, seu filho, o José Manuel Ameixeira (foi guarda-redes em Estoi) e o António Tomé, entre outros folgazões. Como dizia, o António Tomé convidou o irmão, Zé Tomé, para abarquejar e, logo aí se viu as qualidades gímnicas do nosso Campeão, que, não demorou muito, deitou por terra o irmão mais velho e todos aqueles que o quiseram experimentar.
A partir desse ano, jamais o anonimato deixou de acompanhar o nosso “campeão das abarcas”, como muitas vezes que o vejo em Faro e com ele recordo episódios da nossa adolescência, revivendo tempos áureos que vivemos em Estoi, a aldeia que está nos nossos corações!.. A “nossa aldeia”.

Ofereceu-me, o amigo Zé Tomé, hoje rondando os 87 anos de idade, sempre acompanhado por sua linda e amada esposa, para recordarmos e revivermos tempos que já não voltam(!), esta foto aqui exposta, sabendo que irá ser divulgada na página ou “blog” “Aldeia de Estoi”, do comum amigo Zé Joaquim, correndo mundo, entrando nas casas de quem a visita, roubando, quiçá, uma furtiva e incontida lágrima de saudade, àqueles que, sendo de Estoi, dela estão fisicamente afastados, muito embora a tenham sempre, sempre no coração!

A todos os Estoienses e amantes da Festa da Pinha, o exemplo deste homem simples, sério e trabalhador, que muito deu a Estoi com a hospitalidade do seu e nosso Café Ossónoba, frequentado por ricos e pobres, novos ou seniores, com respeito, com postura, com verticalidade e com aquele riso contagiante, incontrolável e melódico, que nos enchia o espírito e a alma de satisfação. “O Rei das Abarcas”, que deitou por terra, centenas de pseudo-valentões que o procuravam, mesmo fora da Festa da Pinha e que também levaram o “tempero” devido. (Alguns até desconfiaram e quiseram tirar desforço do nosso Campeão, mas continuaram sempre com o mesmo “tempero”…)

Força Campeão!
Os verdadeiros “Almocreves” e Estoienses jamais te esquecerão
Porque não querem, não querem não
Bater com os costados, com força no chão…

Agosto de 2016
(J. Aleixo)

quarta-feira, 27 de julho de 2016

GRANDE NOITE DE FADO ~ESTOI


terça-feira, 12 de julho de 2016

II RESISTENCIA NOTURNA BTT EM ESTOI


Pelo 2º ano consecutivo e após o sucesso organizativo e participativo da 1ª edição, Estoi acolheu os amantes da modalidade, numa tarde / noite de canícula, típica do verão algarvio que nos aquece o corpo e a alma.

Sob a batuta do Ilídio Carrega, mentor de toda a estratégia e dinâmica imprimida, soube rodear-se, com tempo e persistência, dum grupo de “amigos” Estoienses e não só, que numa simbiose perfeita, deram corpo a uma prova que já é bandeira no panorama da modalidade cada vez em maior expansão .

Todo o cuidado e sapiência, em saber rodear-se das pessoas certas para a missão que lhes era cometida, conseguidos os “Sponsor´s” e Patrocinadores que lhe deram incondicional apoio logístico e financeiro, tudo devidamente testado e oleado a tempo, com a procura de conseguir ainda um percurso, no tecido urbano de Estoi, sensibilizadas que foram as Empresas locais e os residentes, gerou-se um ambiente propício ao sucesso da iniciativa.

 Cerca de 50 voluntários, homens e mulheres, vestindo as cores azul celeste e laranja da JIC – Alumínios Carrega, nada foi deixado ao acaso. Nos Stand´s, barreiras amovíveis, no som ambiente, na cronometragem de todos e cada um dos atletas presentes, cerca de 50, vindos do Alentejo, de todo o Algarve e da vizinha Espanha, a 2ª Resistência nocturna de Estoi veio para a rua de peito aberto à procura de novo sucesso que foi conseguido.

Desde manhã cedo, que todos largaram o seu tempo de descanso, junto da família e amigos e se entregaram de alma e coração em prol da sua terra. 

Sinalizando o percurso, de pouco mais de 4 Km, montando os Stand´s, as barreiras, os quilómetros de fita, colando ou pregando faixas, lonas, flyer´s, meticulosamente colocados onde os mesmos fossem úteis e necessários, preparando os suplementos alimentares, indispensáveis ao apoio de cada atleta em competição, como as águas minerais, a fruta e um doce, conjugou-se e preparou-se devidamente o acolhimento a quem à aldeia iria chegar. 

O indispensável apoio da Câmara Municipal de Faro, na cedência das barreiras plastificadas e outro material logístico, complementado com a ajuda da União de Freguesias da Conceição e Estoi, sempre solícita, na cedência da aparelhagem sonora e de outros apetrechos, o apoio da Brigada de elementos da G.N.R. que durante a prova de 3 horas zelou pela segurança de todos, com o apoio duma não menos excelente Equipa de Socorristas, que tiveram que socorrer dois atletas vítimas de queda na descida da bela mas exigente Rua da Barroca, cumpriram, como habitualmente é seu timbre os quesitos necessários e imprescindíveis da competência. 

O apoio da Equipa de massagistas profissionais da Empresa Estoiense Body Dream, ali disponíveis para prestar apoio a quem dele fosse carente, deu aquele ar charmoso e belo ao ambiente festivo do Largo da Liberdade.

Não foi descurado o banho retemperador no final da prova, nos balneários da Escola 2, 3 Poeta Emiliano da Costa, que abriu portas para quem ali afluiu, numa cooperação que se aplaude e regista.

 A simpatia e a disponibilidade financeira de alguns apoiantes Estoienses, conhecedores da importância que provas deste tipo suscitam na nossa aldeia e o valor publicitário que as mesmas promovem, deram a resposta correcta aos habituais “Velhos do Restelo”, que só criticam, só denigrem só obstaculizam tudo o que de bom é capaz de ser feito nesta aldeia que todos amamos mas poucos o demonstram na prática, no quotidiano. Veja-se o exemplar comportamento do Restaurante, Snack-Bar e Papelaria “O Belo Sol”, que ali, na Rua do Cemitério, deu um valioso contributo no fornecimento de uma sandes, uma bebida e um doce, a cada atleta que ali fosse com a senha atribuída… 

Gestos bonitos e cativantes de quem entende que a conjugação de esforços é o caminho a seguir, não o isolacionismo, a avidez, a maledicência.

No final das 3 horas de prova, sempre publicitadas em directo, estimulando quem pela meta passava, quem nas “Duplas” surgiu, novos e seniores, rapazes e raparigas, Master´s, Veteranos, a cerimónia simples mas edificante, da entrega de prémios culminou, quase à meia- noite, todo um dia de desporto ao ar livre na nossa aldeia. Fotos, beijinhos e abraços, entrevistas e o nosso Presidente da União de Freguesias, José António Jerónimo ali, ao lado dos que trabalharam, deixou o seu reconhecimento e agradecimento a todos em geral, com a modéstia e o sentimento que lhe é próprio.

 O Ilídio Carrega e toda a sua vasta “Equipa” está de parabéns. Ele, melhor que ninguém, sabe os seus nomes, e por certo juntará, ao pequeno mas sentido texto que lhe deixo, esses nomes todos, para que fique perpetuado, para a posteridade, na véspera de se poder conseguir, um enorme e retumbante sucesso desportivo, para o nosso pequeno país, aquilo que 11 milhões estão à espera, sermos Campeões da Europa de Futebol na “cidade luz”, essa Paris maravilhosa, onde cerca de um milhão de portugueses ali labutam em procura de uma vida melhor para os seus.

 VIVA PORTUGAL! 
Um abraço de amizade e de parabéns.           

(J. Aleixo)   

II RESISTENCIA NOTURNA BTT EM ESTOI



     Pelo 2º ano consecutivo e após o sucesso organizativo e participativo da 1ª edição, Estoi acolheu os amantes da modalidade, numa tarde / noite de canícula, típica do verão algarvio que nos aquece o corpo e a alma.

     Sob a batuta do Ilídio Carrega, mentor de toda a estratégia e dinâmica imprimida, soube rodear-se, com tempo e persistência, dum grupo de “amigos” Estoienses e não só, que numa simbiose perfeita, deram corpo a uma prova que já é bandeira no panorama da modalidade cada vez em maior expansão .

     Todo o cuidado e sapiência, em saber rodear-se das pessoas certas para a missão que lhes era cometida, conseguidos os “Sponsor´s” e Patrocinadores que lhe deram incondicional apoio logístico e financeiro, tudo devidamente testado e oleado a tempo, com a procura de conseguir ainda um percurso, no tecido urbano de Estoi, sensibilizadas que foram as Empresas locais e os residentes, gerou-se um ambiente propício ao sucesso da iniciativa.

     Cerca de 50 voluntários, homens e mulheres, vestindo as cores azul celeste e laranja da JIC – Alumínios Carrega, nada foi deixado ao acaso. Nos Stand´s, barreiras amovíveis, no som ambiente, na cronometragem de todos e cada um dos atletas presentes, cerca de 50, vindos do Alentejo, de todo o Algarve e da vizinha Espanha, a 2ª Resistência nocturna de Estoi veio para a rua de peito aberto à procura de novo sucesso que foi conseguido.

     Desde manhã cedo, que todos largaram o seu tempo de descanso, junto da família e amigos e se entregaram de alma e coração em prol da sua terra. 

Sinalizando o percurso, de pouco mais de 4 Km, montando os Stand´s, as barreiras, os quilómetros de fita, colando ou pregando faixas, lonas, flyer´s, meticulosamente colocados onde os mesmos fossem úteis e necessários, preparando os suplementos alimentares, indispensáveis ao apoio de cada atleta em competição, como as águas minerais, a fruta e um doce, conjugou-se e preparou-se devidamente o acolhimento a quem à aldeia iria chegar. 

O indispensável apoio da Câmara Municipal de Faro, na cedência das barreiras plastificadas e outro material logístico, complementado com a ajuda da União de Freguesias da Conceição e Estoi, sempre solícita, na cedência da aparelhagem sonora e de outros apetrechos, o apoio da Brigada de elementos da G.N.R. que durante a prova de 3 horas zelou pela segurança de todos, com o apoio duma não menos excelente Equipa de Socorristas, que tiveram que socorrer dois atletas vítimas de queda na descida da bela mas exigente Rua da Barroca, cumpriram, como habitualmente é seu timbre os quesitos necessários e imprescindíveis da competência. 

O apoio da Equipa de massagistas profissionais da Empresa Estoiense Body Dream, ali disponíveis para prestar apoio a quem dele fosse carente, deu aquele ar charmoso e belo ao ambiente festivo do Largo da Liberdade.

       Não foi descurado o banho retemperador no final da prova, nos balneários da Escola 2, 3 Poeta Emiliano da Costa, que abriu portas para quem ali afluiu, numa cooperação que se aplaude e regista.

 A simpatia e a disponibilidade financeira de alguns apoiantes Estoienses, conhecedores da importância que provas deste tipo suscitam na nossa aldeia e o valor publicitário que as mesmas promovem, deram a resposta correcta aos habituais “Velhos do Restelo”, que só criticam, só denigrem só obstaculizam tudo o que de bom é capaz de ser feito nesta aldeia que todos amamos mas poucos o demonstram na prática, no quotidiano. Veja-se o exemplar comportamento do Restaurante, Snack-Bar e Papelaria “O Belo Sol”, que ali, na Rua do Cemitério, deu um valioso contributo no fornecimento de uma sandes, uma bebida e um doce, a cada atleta que ali fosse com a senha atribuída… 

Gestos bonitos e cativantes de quem entende que a conjugação de esforços é o caminho a seguir, não o isolacionismo, a avidez, a maledicência.

      No final das 3 horas de prova, sempre publicitadas em directo, estimulando quem pela meta passava, quem nas “Duplas” surgiu, novos e seniores, rapazes e raparigas, Master´s, Veteranos, a cerimónia simples mas edificante, da entrega de prémios culminou, quase à meia- noite, todo um dia de desporto ao ar livre na nossa aldeia. Fotos, beijinhos e abraços, entrevistas e o nosso Presidente da União de Freguesias, José António Jerónimo ali, ao lado dos que trabalharam, deixou o seu reconhecimento e agradecimento a todos em geral, com a modéstia e o sentimento que lhe é próprio.

      O Ilídio Carrega e toda a sua vasta “Equipa” está de parabéns. Ele, melhor que ninguém, sabe os seus nomes, e por certo juntará, ao pequeno mas sentido texto que lhe deixo, esses nomes todos, para que fique perpetuado, para a posteridade, na véspera de se poder conseguir, um enorme e retumbante sucesso desportivo, para o nosso pequeno país, aquilo que 11 milhões estão à espera, sermos Campeões da Europa de Futebol na “cidade luz”, essa Paris maravilhosa, onde cerca de um milhão de portugueses ali labutam em procura de uma vida melhor para os seus.

 VIVA PORTUGAL! 
Um abraço de amizade e de parabéns.           

(J. Aleixo)   

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